A jornada de José: do sonho à grandeza no Egito

Ilustração em estilo anime mostrando José com sua túnica colorida ao centro, feixes de trigo simbolizando seus sonhos ao fundo, seus irmãos conversando com ciúmes, José sentado dentro de um poço e a cena em que é vendido aos mercadores.

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Era uma vez, numa terra distante chamada Canaã, um menino chamado José. Ele tinha muitos irmãos — onze no total! — mas era o filho preferido de seu pai, Jacó. De tanto amor que sentia por ele, Jacó deu a José uma linda túnica cheia de cores.

Isso deixou seus irmãos muito ciumentos.

— Por que só ele ganhou uma túnica especial? — murmuravam entre si.

Além disso, Deus havia dado a José um dom especial: ele conseguia entender os significados dos sonhos.

Certo dia, José contou um sonho curioso aos irmãos:

— Sonhei que estávamos no campo, juntando feixes de trigo. O meu feixe ficou em pé, e os de vocês se curvaram ao redor dele!

Os irmãos não gostaram nada daquilo. Achavam que José queria se achar melhor do que todos. Depois de um segundo sonho parecido, eles ficaram ainda mais irritados. E então, decidiram fazer algo muito maldoso.

Um dia, quando estavam todos no campo, jogaram José dentro de um buraco fundo.

— Vamos deixá-lo aí! — disseram.

Mas logo passaram por ali alguns comerciantes viajantes, e os irmãos mudaram de ideia:

— Vamos vender José como escravo! Pelo menos ganhamos alguma coisa.

José foi levado para bem longe de casa, até o Egito. Lá, foi vendido como escravo para um homem chamado Potifar. Mesmo sendo escravo, José fazia tudo com dedicação e honestidade. Deus estava com ele, e tudo que ele fazia dava certo.

Potifar percebeu isso e colocou José como responsável por toda a sua casa.

Mas a esposa de Potifar contou uma mentira sobre José, e mesmo ele sendo inocente, foi mandado para a prisão.

Mesmo preso, José continuou confiando em Deus. E ali também usou seu dom para ajudar. Dois homens que trabalhavam para o rei do Egito — o copeiro e o padeiro — também estavam presos e tiveram sonhos estranhos.

— Me contem os sonhos — disse José. — Deus pode me ajudar a entender.

Ele explicou que o copeiro voltaria ao trabalho em três dias, mas que o padeiro seria punido. Tudo aconteceu exatamente como José disse.

— Por favor, não se esqueça de mim quando sair daqui — pediu José ao copeiro.

Mas o copeiro esqueceu.

Dois anos depois, o Faraó, rei do Egito, teve sonhos confusos que ninguém conseguia explicar. Foi aí que o copeiro finalmente se lembrou de José.

— Faraó, conheço um homem na prisão que pode te ajudar! — disse.

José foi chamado, e depois de ouvir os sonhos do Faraó, disse:

— Haverá sete anos com muita comida no Egito, e depois sete anos de fome. O senhor deve guardar alimento nos anos bons para não passar necessidade nos anos ruins.

O Faraó ficou tão impressionado que fez de José o segundo homem mais importante do Egito!

E foi assim que, muitos anos depois, os irmãos de José chegaram ao Egito procurando comida — sem saber que aquele homem poderoso era seu irmão.

José os reconheceu, mas eles não o reconheceram. Ele poderia ter se vingado, mas escolheu algo muito mais bonito.

— Eu sou José, seu irmão! — disse ele com lágrimas nos olhos. — Não tenham medo. Eu perdoo vocês.

Então toda a família de José foi morar no Egito, e ele se tornou um grande líder. Sua história nos ensina que Deus nunca nos abandona, que devemos usar nossos dons para ajudar os outros e, acima de tudo, que o perdão é mais forte que qualquer mágoa.

Fim.

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