
A história do nascimento de Jesus para crianças é uma das mais queridas da Bíblia, e também uma das mais bonitas de contar em voz alta. Ela tem anjo aparecendo no meio da noite, uma viagem longa de jumento, portas se fechando uma atrás da outra, um bebê dormindo na caixinha de comida dos animais e pastores saindo correndo no escuro só para ver o que Deus tinha feito.
A leitura leva cerca de 5 minutos. Serve bem para a hora de dormir, para o momento de fé em família, para a semana de Natal e para a aula de domingo, assim como as nossas outras histórias bíblicas para crianças. Logo depois da história você encontra onde ela está na Bíblia, a lição, perguntas para conversar, ideias de brincadeira para a EBD e a resposta para aquela dúvida que todo mundo tem: Jesus nasceu mesmo no dia 25 de dezembro?
Faz muito tempo, numa cidadezinha chamada Nazaré, morava uma moça chamada Maria. Ela era simples e tinha um coração bom.
Um dia, uma luz encheu o quarto dela. Era um anjo!
— Não tenha medo, Maria — disse o anjo. — Deus gosta muito de você. Você vai ter um bebê, e ele vai se chamar Jesus. Ele é o Filho de Deus.
Maria respirou fundo. Não entendia tudo, mas confiava em Deus.
— Que aconteça como Deus quiser — respondeu bem baixinho.
Maria ia se casar com José, um carpinteiro que fazia mesas e cadeiras de madeira. Ele também sonhou com um anjo naquela semana.
— Cuide bem de Maria — disse o anjo no sonho. — Esse menino veio de Deus.
José acordou com o coração leve.
— Vamos ficar juntos — ele disse. — Eu cuido de vocês dois.
Foi quando o rei mandou que todo mundo voltasse para a cidade da sua família, para escrever o nome numa lista bem comprida. A família de José era de Belém, e Belém ficava longe. Muito longe!
Eles foram andando devagarinho. José puxava o jumentinho, Maria ia montada, com a mãozinha na barriga.
— Está cansada? — perguntava José.
— Um pouquinho — dizia Maria. — Mas estou feliz.
Quando chegaram em Belém, a cidade estava cheia de gente. Cheia mesmo! José bateu numa porta, depois em outra, e em mais outra.
— Sinto muito, não tem lugar.
— Não tem lugar…
— Não tem lugar…
Até que um homem olhou para Maria e teve pena.
— Só tenho o lugar onde os animais dormem. Mas é quentinho.
— Nós queremos — disse José. — Muito obrigado.
E foi assim, num lugar simples, cheirando a feno, com uma vaquinha e umas ovelhinhas olhando curiosas, que o bebê nasceu naquela noite.
Maria enrolou ele num paninho e deitou ele na manjedoura, que é a caixinha de madeira onde os animais comem. O Rei do mundo inteiro nasceu ali: sem palácio, sem coroa, sem cama macia.
José chegou pertinho e falou baixinho, para não acordar o menino:
— Oi, Jesus. Bem-vindo.
Longe dali, uns pastores tomavam conta das ovelhas no escuro. De repente, o céu ficou todo iluminado e um anjo apareceu bem na frente deles. Os pastores levaram um susto enorme e se abraçaram, tremendo.
— Não tenham medo! — disse o anjo. — Eu trouxe uma notícia muito boa! Hoje, em Belém, nasceu o Salvador. Vocês vão encontrar ele deitadinho numa manjedoura.
Aí o céu se encheu de anjos cantando: “Glória a Deus! Paz na Terra!”
Quando tudo ficou quieto de novo, os pastores se olharam.
— Vamos lá ver?
— Vamos agora!
E saíram correndo pelo escuro, tropeçando e rindo, até chegarem em Belém. Entraram na pontinha do pé, tiraram os chapéus e ficaram olhando o bebê. Depois saíram contando para todo mundo que encontravam:
— Ele nasceu! Ele nasceu mesmo!
Bem longe, em outra terra, uns homens sábios estudavam o céu todas as noites. Eles viram uma estrela nova, diferente, brilhante.
— Essa estrela quer dizer que nasceu um Rei. Vamos encontrar ele!
Viajaram muitos dias seguindo a estrela, até ela parar bem em cima do lugar onde Jesus estava. Entraram, se ajoelharam no chão e abriram os presentes que tinham trazido: ouro, incenso e mirra, presentes que só se davam para reis.
Maria guardou tudo aquilo no coração.
E foi assim que Deus mostrou o quanto ele ama a gente. Ele não mandou um soldado nem um rei bravo. Mandou um bebê, num lugar simples, para ficar pertinho de todo mundo: dos pastores, dos sábios, dos grandes e dos pequenos.
Inclusive de você.
A história do nascimento de Jesus está em dois livros do Novo Testamento: Mateus 1 e 2 e Lucas 1 e 2. Cada um conta uma parte diferente, e é por isso que os dois juntos formam a história completa que a gente conhece.
Os versículos citados aqui são da Nova Tradução na Linguagem de Hoje, que costuma ser a mais fácil de ler junto com crianças pequenas.
Deus cumpre o que promete. Muito antes daquela noite, lá no comecinho de tudo, quando o mundo estava sendo criado, Deus já tinha um plano para salvar as pessoas. Elas esperaram anos e anos. E ele cumpriu, do jeito dele e na hora certa.
O maior presente veio no lugar mais simples. Jesus podia ter nascido num palácio, mas nasceu num lugar de animais. Isso ensina que o que importa de verdade não é ter as coisas mais bonitas, e sim ter amor por perto.
Deus escolhe gente comum. Maria era uma moça simples. José era um carpinteiro. Os pastores eram trabalhadores cansados no meio da noite. Nenhum deles era importante aos olhos do mundo, e foram justamente eles os primeiros a participar da história. Aconteceu a mesma coisa com Ester, a menina órfã que virou rainha.
Uma forma de viver isso hoje: pergunte ao seu filho quem, na escola ou na rua, costuma ficar de fora das brincadeiras. Essa é a pessoa que Deus escolheria primeiro. Para continuar a conversa durante a semana, o devocional sobre os frutos do Espírito ajuda a colocar isso em prática.
Conte devagar e use as falas a seu favor: faça voz grave para José, voz suave para o anjo e um sussurro na hora em que o bebê nasce. Combine com a turma que, quando você disser “e o bebê nasceu”, todo mundo bate palma. Isso segura a atenção até o fim.
Escolha duas crianças para serem Maria e José. As outras ficam espalhadas pela sala, cada uma sendo um morador de Belém. Maria e José vão de criança em criança “batendo na porta”. Cada uma responde bem alto: “Não tem lugar!”. A última combinada com você abre os braços e diz: “Pode entrar!”. Todo mundo comemora junto.
Materiais: uma estrela de cartolina, um presépio simples montado num canto da sala.
Esconda a estrela antes da aula. Explique que os homens sábios só encontraram Jesus porque seguiram uma estrela. Quem achar a estrela vira o guia e conduz o grupo, em fila, até o presépio. Chegando lá, cada criança fala uma coisa pela qual quer agradecer.
Querido Deus, obrigado por mandar Jesus para o mundo. Obrigado por me amar tanto assim. Me ajuda a ter um coração bom, como o de Maria. Amém.
E este é o versículo para decorar junto com as crianças, curtinho e fácil de repetir:
“Hoje, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês.” — Lucas 2:11
Repita três vezes com a turma, cada vez mais baixinho, até virar quase um sussurro. Eles aprendem rindo. E, se alguém perguntar que cidade é essa, a resposta rende: a “cidade de Davi” é a própria Belém, a mesma terra do menino pastor que um dia enfrentou o gigante Golias.
Jesus nasceu mesmo no dia 25 de dezembro? A Bíblia não diz o dia nem o mês em que Jesus nasceu. A data de 25 de dezembro foi escolhida pela igreja séculos depois, para ter um dia certo de comemorar. O que importa não é a data exata, e sim o que aconteceu naquela noite.
Onde Jesus nasceu? Na cidade de Belém, que fica na região onde hoje é Israel. Ele nasceu no lugar onde os animais ficavam, porque não havia espaço em nenhuma hospedaria da cidade, que estava lotada por causa da contagem de pessoas ordenada pelo rei.
Quantos reis magos visitaram Jesus? A Bíblia não diz o número. Ela conta que eles trouxeram três presentes (ouro, incenso e mirra), e com o tempo as pessoas passaram a imaginar que fossem três homens. O texto também não diz que eram reis, e sim homens sábios que estudavam as estrelas.
O que é uma manjedoura? É a caixa de madeira onde os animais comem, cheia de palha ou feno. Foi ali que Maria deitou o bebê para dormir, porque não havia berço. Para explicar a uma criança pequena, funciona bem dizer que era “a tigela grande da comida dos bichos”.
A partir de que idade posso contar essa história? A partir dos 2 ou 3 anos já dá, contando só a parte principal em poucas frases. Dos 4 anos em diante a criança acompanha a história completa e começa a fazer perguntas sozinha, que é justamente quando ela aprende mais.






